sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O que é Front Side Bus?

            Front Side Bus ou barramento frontal nada mais é do que o barramento que transfere dados entre processador, chipset norte e memória RAM.
            Esse barramento também gerencia o gerador de clock, ou clock interno da CPU, caso seu valor padrão seja alterado a tendência é que mais dados sejam transferidos por pulso de clock.
            De acordo com Gabriel Torres no livro Hardware – Curso Completo, página 303, a forma correta de se calcular a taxa de transferência é a seguinte:
Taxa de Transferência= freqüência de operação * número de bits / 8.
            Com a linha Pentium, a Intel passou a transportar 64 bits (não confunda com a instrução X64) por pulso à 66MHz.
            Então: Tt = 64 bits * ~ 66 milhões de instruções = 4,224 milhões de bits /s
            Divide-se por 8 para converter para Bytes e tem-se 528MB/s.
            Os valores que começaram em 50MHz, foram elevados até 133MHz até que com o lançamento dos Atlhon  e Duron da AMD, houve um novo agregado ao Front Side Bus. Através da tecnologia Double Data Rate (DDR) passou-se a transferir 2 dados por pulso, assim teoricamente dobrando a taxa de transferência e remodelando a forma para:
            Taxa de Transferência= 2* freqüência de operação * número de bits / 8.
          Com a 7ª geração de processadores da Intel, os Pentium 4, o padrão conhecido como Quad Data Rate(QDR) passou a ser utilizado, transferindo 4 dados por pulso de clock.
             A tabela abaixo retirada e adaptada do livro de Torres mostra com detalhes:
Tabela 1: Clock do FSB x Taxa de Transferência
Fonte: Hardware Curso Completo IV - 2003 Torres. G p. 301 e 302

          O grande problema dos primeiros processadores/chipset norte que davam suporte ao QDR eram as altas taxas de transferência do processador/chipset norte limitados pela baixa taxa de transferência das memórias RAMs que até o momento transferiam somente 3200MB/s (DDR1@400MHz)  contra 6400MB/s transferidos pelo processador. Para solucionar o problema a Intel passou a utilizar a tecnologia Dual Channel, onde os dados eram transmitidos entre chipset norte/RAM através de dois canais ao invés de um, acessando chipset norte/RAM em 128bits (2*64 bits), porém para que isso ocorresse, as memórias deveriam ter o mesmo clock e o chipset dar suporte. Dessa forma, o througput entre Chipset Norte/RAM chegaria aos 6400MB/s sendo:
            Tt= 2* 2*64bits * 200MHz / 8 = 6400MB/s
            Onde:
            2: é a quantidade de dados por pulso de clock.
            2* 64 bits: é a taxa de transferência das memórias em modo DDR Dual Channel.
            200MHz: clock interno da memória RAM.
            / 8: para converter o resultado em Megabytes por segundo.

Diagrama Chipset 875P
Fonte:ixbtlabs.com/articles2/roundupmobo/p4-fsb800-i875p.html

            A tecnologia Front Side Bus foi amplamente defendida e utilizada pela Intel até a linha de processadores Yorkfield, que mantinha um valor máximo de 1600MHz usado no monstruoso Qx9770.
            Vale ressaltar que como havia uma ligação direta com o chipset norte, a placa mãe e memória RAM sofriam absurda influência no desempenho do clock interno onde ambos eram intimamente interligados pelo chipset norte, pois a controladora de memória e PCI-Express/AGP estavam contidas ali.
            Utilizando como exemplo o QX9770, já citado acima, originalmente o chipset a suportar o throghput (largura de banda)  de 1600MHz era o X48¹. Lembrando que o padrão utilizado pela Intel é de 4 dados por pulso de clock. Tem-se um valor de 400MHz para o clock interno, então a memória RAM  ideal para tirar o máximo desempenho desse processador deveria ser de no mínimo 800MHz, pois utilizando-se do padrão DDR2 Dual Channel, que transfere 2 dados por pulso de clock à 128 bits entre Chipset Norte/RAM esse valor então real seria de 400MHz, o mesmo do clock interno do processador/chipset norte.

Diagrama chipset Intel X48
Fonte: www.dvhardware.net/article22287.html

            Vale ressaltar que  em casos de overclock através do clock interno, todo o cuidado deve ser tomado, não somente com o processador mas também com a placa mãe, chipset norte e memórias RAM, pois caso haja aumento do gerador de clock, o Front Side Bus irá aumentar sua taxa de transferência assim como o clock da memória, por isso existem memórias até DDR2 de 1066MHz licenciadas. Não é estranho ver processadores da linha “Core 2” com clock interno de 266MHz (1066MHz de FSB) trabalhando próximo aos 1333MHz em placas mães com suporte e qaulidade para overclock.
            Excesso de trilhas e barramentos externos ficavam cada vez mais rudimentares! Necessidade de altas taxas de transferência entre processador/RAM e Chipset Norte/PCI-Express e latências altas eram problemas que a Intel sofria ao insistir em manter essa tecnologia em uso. O Front Site Bus era uma imensa limitação! Diante disso a Intel começou a agregar a controladora de memória ao processador com o lançamento das microarquiteturas  Bloomfield (LGA 1366) e Nehalem  (LGA 1156), “aliviando” todo o throughput do chipset norte para controle das PCI-Express. O novo QuickPath Interconnect (QPI) fazia agora a comunicação interna entre CPU e Chipset Norte de forma serializada ponto a ponto a 25,6 GB/s e assim em novembro de 2008, aposentava o saudoso Front Side Bus que acompanhou a Intel desde seus primeiros processadores.


Bibliografia

Carlos E. Morimoto. Overclock , parte 2:FSB e frequência da memória. Disponível em . Acesso em 12/01/2017 

Torres, G. Hardware Curso Completo. 4.ed. Axcel Books. 2001.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Resident Evil 7 primeiras impressões

Fonte: acervo pessoal

    Assustador! Não há outra palavra para descrever o teaser jogável de Resident Evil 7 lançado na Steam hoje.
   De volta as origens, a saga se volta novamente ao maior estilo terror/horror, não dando mais tanta atenção para ação, adotado nos seus dois títulos anteriores. O protagonista, assessor de filmagem de um trio que entra em uma casa supostamente assombrada, onde uma família foi assassinada e há relatos de sons e gritos estranhos, vê um de seus companheiros sumir! Assim começa o novo historyline de uma das franquias mais lucrativas da CAPCOM que virou sinônimo do estilo survivor horror.
    A demo mantém pouco mais de  10 tensos minutos de jogabilidade em primeira pessoa contendo dois finais, o que mostra que o game não seguirá uma linha fixa e que caminhos e modos diferentes devem ser explorados para total aproveitamento e entendimento da história e que instiga ainda mais a imaginação dos fãs de plantão.
    Graficamente o jogo ainda deve ser melhorado. Apesar das muitas opções gráficas, ainda falta um pouco mais de “polimento” principalmente no anti serrilhamento, vale ressaltar que a versão testada foi a de PC via Steam.
    Os comandos apesar de ser em primeira pessoa segue os padrões de RE 6.
   Alguns bugs corriqueiros como quedas absurdas de frames ao chegar próximo a uma porta ainda acontecem, mas mesmo com as configurações máximas, uma R9 290X, manteve a média de 120FPS com a resolução em fullHD.
  O suporte a multi gpu ainda não foi adicionado (pelo menos CrossfireX) e utilizando o MSI Afterburn percebe-se que o uso de RAM nas configurações gráficas já citadas, ficaram em torno de 5GB a 6GB com o Windows 10.

   Com certeza essa demo, irá aumentar significativamente a pré-venda do jogo. Previsto para início de 2017, com certeza os fãs de Survivor Horror e principalmente da série, irão comemorar esse título.

Fonte: acervo pessoal
Fonte: acervo pessoal
Fonte: acervo pessoal
Fonte: acervo pessoal
Fonte: acervo pessoal